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Câmara de Vereadores: de Parlamento Municipal a palanque eleitoreiro e palco de ofensas e falta de decoro

Salve-salve seletos leitores e leitoras do “Caldeirão Político”, hoje chegamos aqui, vivos graças a Deus, porém, com uma ponta de vergonha alheia por alguns representantes do povo em nossa Câmara Municipal.

Ordinário, canalha e mentiroso. Foram essas palavras que o único vereador do PSDB na Câmara Municipal de Rondonópolis, que inclusive enche o peito quando quer falar de respeito e bons costumes, usou para tratar um colega de Parlamento: o líder do prefeito no Legislativo.

Nada justifica o tratamento dispensado ao nobre colega, porém, isso aconteceu na Sessão Ordinária da última quarta-feira (27), porque o tucano, que também é presidente da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara, teria convocado, ou convidado, a Secretária Municipal de Saúde para prestação de esclarecimentos e o líder do prefeito teria dito, acompanhando a informação da secretária de que teria surgido uma agenda de última hora e que teria que haver uma alteração referente ao compromisso com o Parlamento Municipal.

É claro que não estamos diminuindo o problema da saúde. O que está em baila é o comportamento do parlamentar ao tratar seu colega, e sobretudo, o desrespeito com público presente, com aqueles que acompanham a Sessão através da emissora de rádio ou das redes sociais.

Sim, ninguém é obrigado a ouvir tantos despautérios por parte de alguém que está ali para defender os interesses da coletividade, sem que pra isso precise ofender a honra e integridade do colega.

Na verdade, a sociedade está bem cansada dos famosos paladinos da moral e dos bons costumes. Fica a dica.

Definitivamente com a aproximação das Eleições Municipais a disputa pelos holofotes e pelos cinco minutos de glória está ultrapassando todos os limites dos princípios da individualidade, da impessoalidade e da falta de caráter. Sem falar no alto índice de sensacionalismo em algumas atitudes de pessoas que foram eleitas para fiscalizar o emprego do recurso público e a execução segura de obras, mas preferem atuar como verdadeiros artistas de circo, alguns até puxando a água da chuva com um rodo.

Oras bolas, para executar qualquer que seja a obra pública, além é claro da liberação de recursos, o executivo precisa da autorização do Parlamento. Este, uma vez autorizando tem por obrigação fiscalizar. Se isso de fato acontecesse na prática não precisaria depois da obra apresentar problemas sermos obrigados a assistir espetáculos deprimentes ofertados por quem adora aparecer. Chega de circo.

E pra quem pensa que um fato não tem nada a ver com outro, ou seja, o comportamento reprovável do tucano na tribuna da Câmara ofendendo o colega paramentar e o teatrinho de péssima qualidade debaixo da chuva, ledo engano- todos estão na defesa do mesmo interesse: as ELEIÇÕES MUNICIPAIS de 06 de Outubro.

Ou vocês acham que o fato de que todos os envolvidos nessas baixarias, inclusive achincalhando o prefeito e seu líder na Câmara, estejam unidos em prol de um único nome – o jardineiro – é simplesmente coincidência?

PS:
Senhor vereador, quando, através dos votos, o povo habilita alguém a ocupar um cargo público, isso não o torna poderoso, mas sim, comprometido com os interesses coletivos, a defesa do povo frente ao seus direitos e a fiscalização dos trabalhos realizados pelo Executivo. Ninguém aqui do lado de fora, entre nós reles mortais, queremos saber quem é mais poderoso, se é o vereador ou uma secretária municipal.

Da redação

 

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